quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Resenha: Ohana

POSTADO POR LUCAS LIMA - 01/09/2010

Enquanto Thom Yorke, Jonny Greenwood, seu irmão Colin Greenwood e Ed O'Brien fazem sua mágica ao vivo e marcam a vida dos milhares de fãs que assistem atônitos a seus shows magníficos, no fundo do palco, quase sempre quieto e passando despercebido, Philip Selway orquestra com suas baquetas a incrível e multifacetada discografia do Radiohead, sempre preciso e tocando com perfeição.

O exímio baterista - que raramente fala em entrevistas e muito menos diz sequer "oi" nos shows do Radiohead - resolveu começar uma carreira solo e agora em agosto lançou seu debut, um retrato dele mesmo: extremamente íntimo e reservado. A sonoridade do álbum, que passeia por um doce folk dedilhado suavemente, é a capa protetora do principal e óbvio tema de Familial: a família.

A não-criada expectativa em cima de um disco nunca foi tão certeira: Familial é um belo álbum, rico em suas simples composições levadas pela voz incrivelmente bonita de Philip, mas não passa de um molde íntimo que todos já conheciam de Phil que precisava ser gritado com uma não tão grande urgência. Não existem grandes canções, hits ou pontos altos; é como se o disco tivesse sido criado única e exclusivamente para o deleite de sua família, sem maiores pretensões. Não que isso seja sinônimo de "ruim"...

A música que abre o disco, "By Some Miracle", é simplória assim como o resto do disco. Bela e suave, a voz de Phil causa uma sensação de aconchego inevitável e a calmaria toma conta do ambiente. "A Simple Life" tem sua sonoridade um pouco mais complexa: a bateria entra e um coro ao fundo eleva a aura doce da canção. "Don't Look Down", faixa mais longa do disco com pouco mais de 5 minutos e talvez a melhor, começa lentamente com o violão de Selway e vai crescendo até a entrada de uma percussão singela e um fundo etéreo. Talvez a única faixa do disco que será escutada novamente por mim.


Pouco pode-se concluir de Familial. Apesar de tratar de um tema íntimo e que na teoria "revelaria" algum traço da vida pessoal de Philip Selway, o disco se expressa em uma linguagem própria e acima de tudo pessoal de seu autor. Mesmo não sendo possivelmente direcionado à fãs, Familial ainda é a melhor (e única) opção para se tentar conhecer o oculto Philip Selway. Se é que isso é possível...

Philip Selway - Familial [2010]


Nota: 5,9

3 comentários:

Marcos Xi disse...

PQP VOSE E UN NUUBI Q NAUM SAB]] FQASE REZEIA EW TAH CU EMVEGA DO LINDU DU FIL FREEWAY.

Quando eu estiver mais calmo eu discorro melhor sobre a fragilidade e sentimentalismo instaurado no clima étero, denso e sentimental orquestrado pelos acordes de violão de nosso humilde objeto de discussão.

Odimi Toge disse...

Gostei da resenha e concordo: o disco, no geral, está bem chatinho.

abs

Lucas Lima disse...

Os arranjos são bonitos, mas existem no meio folk em que o disco se baseia outros exemplos muito melhores que deixam o Familial com o rabo entre as pernas. Em pouco tempo esse disco já terá sido esquecido por todos, já que não tem nada de marcante ou sequer significantemente relevante.

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